"Solenemente, na presença de Deus e desta assembléia, juro: Dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo a Enfermagem com consciência e fidelidade; guardar os segredos que me forem confiados; respeitar o ser humano desde a concepção até depois da morte; não praticar atos que coloquem em risco a integridade física ou psíquica do ser humano; atuar junto à equipe de saúde para o alcance da melhoria do nível de vida da população; manter elevados os ideais de minha profissão, obedecendo os preceitos da ética, da legalidade e da moral, honrando seu prestígio e suas tradições".
* ENFERMEIRO CADASTRADO NO COREN-MG; * PLANTÕES HOSPITALARES, DOMICILIARES, VIAGENS, ETC; * PALESTRAS; *TREINAMENTOS;
terça-feira, 25 de outubro de 2011
EDEMA AGUDO DO PULMÃO

É o acúmulo de fluidos nos espaços alveolares e intersticiais dos pulmões. O edema pulmonar está quase sempre associado a insuficiência cardíaca aguda ou crônica (ICC). O diagnóstico do EAP é clínico e suas manifestações são dependentes do grau de líquidos acumulados nos pulmões.
CAUSAS:
Nos pulmões , as trocas gasosas do sangue , ocorrem entre os capilares pulmonares ( pequenos vasos ) e os alvéolos . No edema agudo de pulmão , ocorre um acúmulo anormal de líquido nos pulmões ( conegestão pulmonar ) , por um aumento da pressão sanguínea nesses capilares ( hipertensão venocapilar pulmonar ) , acarretando um deslocamento de líquido do sangue , para o interstício e , depois , para os alvéolos pulmonares .
No edema agudo de pulmão , o paciente literalmente " afoga-se com o seu próprio sangue ” . O sangue oxigenado nos pulmões , chega ao coração através do átrio esquerdo , passa pela válvula mitral , atingindo em seguida , o ventrículo esquerdo ( câmara cardíaca que bombeia o sangue para fora do coração , em direção ao cérebro e o restante do nosso organismo ) .
Um estreitamento da válvula mitral ( estenose mitral ) , pode levar a uma congestão pulmonar e ao edema agudo de pulmão . No entanto , a causa mais comum do edema agudo de pulmão é a disfunção do ventrículo esquerdo ( insuficiência ventricular esquerda ) , ou seja , uma incapacidade desta câmara em bombear o sangue para fora do coração .
Essa disfunção ventricular pode ser causada pela doença arterial coronariana ( presença de placas de gordura na parede das artérias do coração ) , em sua forma crônica ( cardiopatia isquêmica crônica ) ou aguda ( angina instável e infarto do miocárdio ). A disfunção ventricular esquerda ainda pode ter outras causas como : hipertensão arterial ( cardiopatia hipertensiva ), doenças da válvulas cardíacas ( além da estenose mitral , a estenose aórtica , a insuficiência aórtica e a insuficiencia mitral de graus severos , podem cursar com edema agudo de pulmão ), doenças do músculo cardíaco ( miocardiopatias : dilatada , restritiva e hipertrófica ) , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração ( situações que aceleram ou lentificam demasiadamente o batimento cardíaco ) , entre outras doenças cardíacas.
Em algumas situações , a infusão excessiva de líquidos , por exemplo , através de soro endovenoso , pode acarretar um quadro de edema agudo de pulmão.
Fonte:
http://portaldocoracao.uol.com.br/doencas-cardivasculares.php?id=591DIAGNÓSTICO
O diagnóstico se baseia fundamentalmente na exploração física do enfermo e a radiografia de tórax. É muito característica a auscultação pulmonar no qual se ouvem os chamados crepitantes húmidos, em ambas bases pulmonares, devidos à transudação do co nteúdo do capilar sanguíneo para o alvéolo. A radiografia de tórax é o estudo mais útil para o diagnóstico do edema agudo de pulmão e nos mostra a presença de líquido no espaço pulmonar, em ocasiões também se observa um aumento do tamanho do coração (cardiomegalia). Para completar o diagnóstico se realizará um electrocardiograma, que ajudará a identificar se existe uma cardiopatia de base que tenha desencadeado o quadro, e uma analise de sangue e urina.
Fonte:
Prof. Doutor Carlo Bourbon Parmahttp://cuidedeseucoracao.wordpress.com/2007/11/30/edema-agudo-do-pulmao/
QUADRO CLÍNICO:
. Taquipnéia;
. Taquicardia;
. Palidez
. Sudorese
. Cianose
. Ortopnéia
. Tosse com expectoração branca ou rósea espumosa;
. Respiração superficial e ruidosa;
. Dispnéia;
. Paciente apresenta fáceis de angustia;
. Hipertensão
TRATAMENTO:
Objetivo: Reduzir o fluxo sangüíneo para o coração e aumentar a função ventilatória.
MEDICAMENTOS:
- Diuréticos – Furosemida (Lasix), Reduzir o volume intravascular;
- Digital – Lanosídeo (cedilanide);
- Morfina – Meperidina, abranda a ansiedade e diminui a taquipnéia, Reduz o retorno venoso;
- Aminofilina – Reduzir o broncoespasmo;
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Dieta: Restrição de sal e restrição de hídrica;
Elevação do débito com os membros inferiores pendentes;
Administração de oxigênio úmido, manter a permeabilidade das vias aéreas;
Auxiliar na intubação orotraqueal, caso seja necessário e aspiração;
Viabilizar acesso venoso;
Administrar medicamentos conforme prescrição médica;
Verificar SSVV;
Manter carro de urgência próximo ao leito do paciente;
Realizar controle hídrico;
Observar diurese e oferecer material para drenagem urinária (papagaio, comadre) após administração do diurético;
Apoio psicológico.
CASO CLÍNICO
•Mulher de 76 anos está hospitalizada Na unidade de terapia intensiva por edema agudo de pulmão. Ela faz uso de diltiazem de ação prolongada e hidroclortiazida, para tratamento de hipertensão arterial sistêmica, e apresenta história de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), para a qual utiliza ipratrópio bromida e albuterol. Seu último eletrocardiograma, feito há dois meses, mostrou ritmo sinusal.
•Ao exame físico, obesa, com pulso de 175 bpm e irregular, freqüência respiratória de 29 mrm e PA 90/60. Pressão venosa centra de 20 cm de H2O. A ausculta pulmonar revela crepitações. A palpação do ictus, mostra-se localizado no sexto espaço intercostal esquerdo, na linha axilar anterior, com aproximadamente 3 cm de extensão. Levantamento paraesternal, Ausculta cardíaca – presença de terceira bulha (B3) e sopro sistólico de insuficiência mitral 2+/6+, no foco mitral.
•Uma radiografia de tórax mostrou cardiomegalia global e edema pulmonar. O eletrocardiograma mostra sobrecarga ventricular e fibrilação atrial com freqüência ventricular de 165 a 180 bpm.
fonte:
Desenvolvido pela enfermeira Ana Cristina de Araújo Andrade, Mestre da Escola de Enfermagem de Natal - UFRN e enfermeira do Hospital Universitário Onofre Lopes - UFRN.
1. TIMERMAN, A; SOUSA, J. E. M. R; PIEGAS, L. S. Urgências Cardiovasculares. 2ª Ed. Sarvier. São Paulo, 1996.
2. KNOBEL, E. Condutas no Paciente Grave. Ed. Atheneu, São Paulo. 1994.http://www.pdamed.com.br/asspacgra/pdamed_0011_0021.php
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